A primeira fase do GP de Pesos-pesados do Strikeforce era uma grande promessa de um retorno promissor do maior peso-pesado da história do MMA. Após uma derrota infantil e sem brilho para Fabricio Werdum, todos apostavam suas fichas em Fedor Emelianenko, para sagrar-se o campeão do torneio do Strikeforce.
O que aconteceu foi o que ninguém esperava. Fedor Emelianenko encontrou um adversário aguerrido, que não se intimidou com seus potentes socos e partiu para cima. Pezão mostrou um coração que até então era desconhecido de todos e no segundo round, passou com o trator por cima do russo. Impedido de voltar para o terceiro round, devido a um grande inchasso em seu olho, Fedor sentiu o amargo gosto da derrota pela segunda vez em sua vida, a segunda vez seguida, depois de dez anos.
Dono de um cartel impressionante de 32 vitórias, a estrela de Fedor sempre brilhou mais forte que a de seus adversários, até então, imbatíveis. Venceu Minotauro, Mirko Cro-cop, Mark Coleman, dentre outros. Enfrentou pedreiros, pedreiras e especialistas. Mas perdeu sua batalha para um adversário que jamais poderia vencer: o tempo. O tempo passou, e assim como toda estrela, Fedor sentiu o peso dos anos em suas costas. A estrela mais brilhante da galáxia dos pesos-pesados não viu seu brilho ofuscar. Desde a luta contra Andrei Arlovski, muitos entendidos no assunto buscavam encontrar no olhar frio de Fedor aquele brilho que o consagrou. Será que aquela vontade de brilhar singelamente transformou-se em vontade de não deixar de brilhar?
Na noite de ontém, o universo deu as costas para Fedor e sorriu para uma estrela de menor grandeza. Por alguns minutos, Antonio Pezão Silva brilhou! E como brilhou! E ofuscou aquela enorme estrela pronta para desmantelá-lo.
Após a derrota, o russo cogitou aposentar-se, e talvez este seja o melhor caminho. Fedor poderia perder por mais 30 vezes seguidas para lutadores de pouca expressividade, mesmo assim ele continuará sendo o maior lutador de nossa época. Lutadores como Anderson Silva e Georges St. Pierre ainda terão caminho a percorrer antes de igualar seu feito. Fedor continua sendo o melhor, independente de derrotas, pois ele possui um legado. Isto nem Dana White poderá lhe tirar.
Um grande campeão. Simples, humilde, dedicado, vencedor. Daqui a alguns anos, olharemos para trás e contaremos a nossos filhos e netos como aquele russo de poucas palavras e olhar simples conseguiu permanecer por dez anos no topo. E como foi triste ver aquele brilho tão rapidamente abrandar.
Saber que Fedor não mais lutará causa uma melancolia semelhante a dos domingos de Formula 1 sem Ayrton Senna. Mas me regozijo. Lembrarei até o dia em que minha estrela se apagar daquela estrela que por tantos anos brilhou com todo seu poder. Não me permitirei esquecer o que meus olhos viram ou quantas vezes se arregalaram com os feitos de um cara com a aparência de um simples homem que embaixo de sua pele possuía um exército.
Фёдор навсегда!
Postar um comentário somente sobre o que e vi na madrugada de domingo é difícil...vi um Fedor desanimado,nervoso,e um Pezão confiante, e cada vez q ele batia,sua confiança crescia mais ainda, e daki pra frente será muito temido pela maneira como ganhou de Fedor...Torço para fedor se recuperar de tudo isso, mas principalmente saber a hora de parar.
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