Pra falar a verdade, não sei nem por onde começar este post... A luta de Junior Cigano contra Cain Velasquez vem sido ventilada há pelo menos um ano, e finalmente acontecerá! Para mim, pelo menos, posso dizer que a esperei ansiosamente!
Em um evento com poucas estrelas, o cartola do UFC, Dana White, realmente está confiando que a ultima luta da noite será explosiva! E de fato, ela tem tudo para ser.
De um lado, Junior Cigano. Desafiante ao cinturão. Sete lutas no UFC, sendo cinco delas vencidas por nocaute e as duas que sobraram, por decisão. Mas que por muito pouco, não foram nocautes! Cigano ganhou sua chance de disputar o cinturão tratorizando Roy Nelson durante três rounds. O gordinho tem um queixo de respeito! Levou pancada e mostrou que agüenta! Já contra Shane Carwin, provaria que realmente era merecedor da chance pelo cinturão. Cigano sabia do poder de seu adversário de nocautear com apenas um soco. Lutou de maneira inteligente, correndo poucos riscos. No primeiro round, balançou Shane Carwin, partiu para cima e deixou o rosto de Carwin em petição de miséria. Carwin não desistiu e continuou até o final.
Do outro lado, Cain Velasquez: o campeão. Possui também um cartel de sete lutas no UFC, tendo vencido seis delas por nocaute ou nocaute técnico. Dentre elas, anotou uma vitória sobre Rodrigo Minotauro Nogueira, amigo e "tutor" de cigano. Dentre suas vitórias expressivas estão as sobre Minotauro, Cheick Congo e Brock Lesnar. Em sua luta contra Congo, mostrou que tem um bom queixo e muito coração. Chegou a balançar com os socos desferidos pelo adversário, mas permaneceu três rounds firme, buscando colocar o adversário para baixo, buscando o ground 'n pound. Em sua luta contra o Minota, mostrou possuir uma boa estratégia, iniciando a luta com chutes, e em um momento de descuido do brasileiro, acertou-lhe um belo cruzado no queixo, que o mandou à lona. Contra Brock Lesnar, partiu para cima e aproveitou-se da característica do adversário de incomodar-se ao levar socos no rosto. Brock ficou com medo, correu, e foi nocauteado.
Analisando o cartel de ambos, acho que Cigano pegou mais pedreiras do que Cain Velasquez. Ao chegar ao UFC, foi recebido por Fabricio Werdum. Era inclusive o azarão na bolsa de apostas. Em seguida, pegou Stefan Struve, que não é um top 10, mas está sempre próximo a eles. Em seguida, Mirko Cro-cop, a quem tratorizou por dois rounds e meio, até a desistência verbal do adversário. Considero esta luta uma das melhores performances do Cigano, que não só socou, mas chutou e deu joelhadas em Cro-cop também. Após Cro-cop, entraram na fila Gilbert Yvel, Gabriel "Napão" Gonzaga, Roy Nelson e Shane Carwin. Do lado de Velasquez, eu anotaria Brock Lesnar, Cheick Congo e Minotouro.
Neste quesito, para mim a vantagem é do Cigano.
Vamos partir então para o quesito gás. Se olharmos com atenção, Cigano anotou 5 nocautes em sua conta do UFC, enquanto Velasquez anotou 6. Cigano enfrentou duas lutas (Contra Shane Carwin e Roy Nelson) de 15 minutos. Ao final destas lutas, apresentava sinais de cansaço. Já Velasquez, em sua única apresentação de 15 minutos, passou todos indo para cima de Cheick Congo, buscando derrubá-lo.
Neste quesito, vantagem para Velasquez.
Com base no histórico de lutas, eu diria que Cain Velasquez é um lutador mais completo que Cigano. Ele soca, chuta, sabe botar para baixo e trabalhar no Ground'n pound, possui bom jiu-jitsu e boa defesa de quedas. Do outro lado, Cigano parece ter esquecido suas habilidades de joelhar e chutar desde sua luta contra Mirko Cro-cop. Seu carro chefe tem sido o boxe. Em sua luta contra Shane Carwin, mostrou que está treinando wrestling. Possui boa defesa de quedas e um queixo bem duro, apesar de possuir alguns buracos em sua defesa de boxe. Seu jiu-jitsu é desconhecido, mas muito elogiado por pessoas próximas a ele.
Com base nos retrospectos, vantagem para Velasquez.
Partindo então para os quesitos genéticos. Cigano é 8 centímetros mais alto que Velasquez, e suas envergaduras são iguais. Quanto à preparação, Cigano está em um ritmo incansável de treinos, desde que ganhou (por duas vezes) a chance de disputar o cinturão e Velasquez passou algum tempo parado devido a uma lesão. Desde sua primeira luta no UFC, Cigano demonstra aprimorar com extrema rapidez suas técnicas. É possível que tenhamos uma surpresa no dia 12.
Combinando estes critérios, vantagem para o Cigano.
Se eu fosse utilizar a matemática, diria que eles empatariam, mas matemática não funciona no MMA. Considero esta luta uma das mais equilibradas dos ultimos tempos, o que não impede que alguém seja nocauteado antes dos 5 rounds.
Antes de escrever esta análise, achei que Cigano possuía uma larga vantagem contra Velasquez, mas acho que me enganei. Acho que o campeão possui uma pequena vantagem sobre Cigano. Vantagem esta que poderá ser revertida na luta, visto que analisei somente retrospectos.
A vantagem pode até estar com Velasquez, mas minha torcida estará toda para o Cigano, para que ele realize uma excelente apresentação e traga esta cinta pro Brasil!
War, Cigano!!!
terça-feira, 8 de novembro de 2011
domingo, 6 de novembro de 2011
UFC na Globo, um tiro no pé?
Imagino que muitos leitores vão estranhar esta frase e pensar: como assim, tiro no pé? O UFC na Globo foi um sucesso!
É verdade! O UFC na Globo foi um sucesso!
Há alguns meses, quando anunciou-se que a Globo havia comprado os direitos de transmissão do UFC, francamente pensei que seria um fracasso. Dona de uma clientela mais "elitizada", imaginei que diferente da RedeTV! e outras emissoras que operam em modo Underground.
De forma tímida, o MMA passou a fazer parte da programação da emissora. Chamadas para o combate entre Cain Velasquez e Junior Cigano nos intervalos do futebol, nome do evento alterado para "UFC Combate". Por que não "Globo Combate" ou simplesmente UFC? O fato de apenas a luta de Junior Cigano ter sido apresentada e nenhuma outra mais.
A Globo, conhecedora como é do público brasileiro, escalou seu time de elite para alavancar as transmissões do primeiro* UFC a ser transmitido na TV brasileira. Galvão Bueno, participação especial de Vitor Belfort, inteligentemente arquitetada, pelo fato de o mesmo ser um conhecido lutador que por sua participação em programas de TV e dramas familiares vividos, tem grande apelo junto ao público brasileiro.
Milhões de brasileiros ficaram acordados para assistir a luta de cigano, que durou menos de três minutos, o que carimbou o passaporte do UFC para os eventos de primeira linha da emissora.
Paralelamente, a emissora vem dando notoriedade aos brasileiros que lutam no evento, com participações em novelas, matérias extensas em programas esportivos e propagandas, fazendo com que o público se familiarize e sinta afeição pelos lutadores, tirando-lhes o estigma de galos de briga, dentre outras qualificações levianas.
A maior emissora do Brasil venceu uma disputa quase realizada a tapas pelas emissoras de TV do Brasil. Acredito que a proposta da Rede Globo pelo show não foi a melhor, financeiramente falando. Mas tenho certeza que estrategicamente falando, foi a melhor proposta que Dana White poderia ter recebido.
A Globo demonstrous ter o melhor plano para tirar o MMA dos calabouços provincianos desta elite de pseudo-formadores-de-opinião e contribuirá para que o MMA torne-se um dos esportes mais populares do Brasil.
E eu, tive que refazer toda minha análise, pois estava enganado.
É verdade! O UFC na Globo foi um sucesso!
Há alguns meses, quando anunciou-se que a Globo havia comprado os direitos de transmissão do UFC, francamente pensei que seria um fracasso. Dona de uma clientela mais "elitizada", imaginei que diferente da RedeTV! e outras emissoras que operam em modo Underground.
De forma tímida, o MMA passou a fazer parte da programação da emissora. Chamadas para o combate entre Cain Velasquez e Junior Cigano nos intervalos do futebol, nome do evento alterado para "UFC Combate". Por que não "Globo Combate" ou simplesmente UFC? O fato de apenas a luta de Junior Cigano ter sido apresentada e nenhuma outra mais.
A Globo, conhecedora como é do público brasileiro, escalou seu time de elite para alavancar as transmissões do primeiro* UFC a ser transmitido na TV brasileira. Galvão Bueno, participação especial de Vitor Belfort, inteligentemente arquitetada, pelo fato de o mesmo ser um conhecido lutador que por sua participação em programas de TV e dramas familiares vividos, tem grande apelo junto ao público brasileiro.
Milhões de brasileiros ficaram acordados para assistir a luta de cigano, que durou menos de três minutos, o que carimbou o passaporte do UFC para os eventos de primeira linha da emissora.
Paralelamente, a emissora vem dando notoriedade aos brasileiros que lutam no evento, com participações em novelas, matérias extensas em programas esportivos e propagandas, fazendo com que o público se familiarize e sinta afeição pelos lutadores, tirando-lhes o estigma de galos de briga, dentre outras qualificações levianas.
A maior emissora do Brasil venceu uma disputa quase realizada a tapas pelas emissoras de TV do Brasil. Acredito que a proposta da Rede Globo pelo show não foi a melhor, financeiramente falando. Mas tenho certeza que estrategicamente falando, foi a melhor proposta que Dana White poderia ter recebido.
A Globo demonstrous ter o melhor plano para tirar o MMA dos calabouços provincianos desta elite de pseudo-formadores-de-opinião e contribuirá para que o MMA torne-se um dos esportes mais populares do Brasil.
E eu, tive que refazer toda minha análise, pois estava enganado.
UFC 138 - Leben x Muñoz
As vezes é impressionante como um UFC que tem lutas pouco atrativas pode tornar-se um evento eletrizante. Certamente, acho que foi o caso deste!
Chris Leben contra Mark Muñoz de longe seria uma luta de impressionar, mesmo diante das qualidades de ambos lutadores.
É engraçado, mas se me pedissem para definir Chris Leben em uma palavra, eu o definiria como um zumbi. Naqueles filmes ou seriados de zumbis, vemos os zumbis levarem tiros, terem membros decepados, mas eles só morrem quando atiram em suas cabeças.
Chris Leben é uma máquina de levar pancadas. Apanha, apanha e apanha e continua indo para a frente. Com a força necessária para definir a luta a qualquer momento. Apenas duas pessoas passaram por Chris Leben alheias a esta sua potência, são elas: Anderson Silva e Brian Stann. Que o nocautearam como se ele fosse um amador.
Anderson Silva tem uma vantagem natural contra qualquer ser humano que caminha sobre este planeta, então ele não conta. Mas Brian Stann tem C4 em seus punhos. Me enche os olhos uma luta entre ele e Vitor Belfort. Mas como o assunto aqui é o UFC 138, não vou divagar.
Mark Muñoz lutou de igual com Leben. Trocaram socos, mas Mark foi inteligente, botou Chris Leben para baixo. Mas Mark não passou incólume pelos socos do adversário. Chegou a balançar mas seguiu em frente. Dominou a luta, acertou um belo soco em Leben no chão, e começou a definir a luta a partir daí. Leben passou a sangrar em seu supercílio e a luta acabou por interrupção médica ao final do round 2.
Mark Munoz é um lutador interessante, mas em minha opinião, está longe de ser um top 5 da categoria. Uma luta sua com Anderson Silva seria algo extremamente previsível. E no MMA, não queremos o previsível.
Na segunda luta da noite, um belo duelo entre Renan Barão e o inglês Brad "One Punch" Picket.
A luta começou quente. O couro comeu para os dois lados. Quando a poeira baixou, o inglês passou a buscar o nocaute, enquanto Barão passou a ser mais estratégico. Os socos continuaram fluindo, Renan tentou por algumas vezes levar o inglês para o chão. Aos quatro minutos do round 1, Renan acertou uma bela joelhada no queixo de Brad Picket, que balançou e caiu. Renan acertou uma bela combinação de socos no inglês até o momento em que o árbitro parou a luta.
Renan Barão ascende em sua busca pelo cinturão dos galos. Quem sabe em breve o veremos enfrentar Dominick Cruz.
Dedé Pederneiras novamente mostra porque a Nova União é uma das mais promissoras equipes no MMA mundial.
Na luta anterior, Thiago Alves contra Papy Abedi.
Para ser sincero, achei que Thiago Alves iria perder para Abedi. Desde que perdeu para Georges St. Pierre, ele passou a canibalizar suas maiores qualidades. Dono de chutes e joelhadas devastadoras, parou de chutar e dar joelhadas. Com um bom jiu-jitsu, pouco fez para se defender quando foi colocado para baixo. Vimos isto em suas lutas contra Rick Story e sua segunda peleja contra Jon Fitch.
Entre estas duas lutas, venceu de forma pouco expressiva o lutador Jon Howard.
Em sua luta contra Papy Abedi, lampejos do antigo Thiago. Poucos chutes, mas eles vieram. Um estilo de luta mais inteligente e agressivo que lembrou o antigo Pit Bull.
Trocar socos de igual para igual com Thiago não é uma decisão inteligente. Abedi caiu no primeiro round.
Thiago ainda pode voltar a trilhar o caminho do cinturão, mas terá que voltar a ser o antigo Thiago: um lutador completo e não um simples boxeador. Suas performances contra Matt Hughes e Josh Koscheck nos remetem aos tempos áureos do lutador.
Thiago também precisa aprender a não ser derrubado com tamanha facilidade. Defender-se do wrestling dos americanos é algo vital para seu jogo.
O UFC 138 foi um evento que agradou!
Chris Leben contra Mark Muñoz de longe seria uma luta de impressionar, mesmo diante das qualidades de ambos lutadores.
É engraçado, mas se me pedissem para definir Chris Leben em uma palavra, eu o definiria como um zumbi. Naqueles filmes ou seriados de zumbis, vemos os zumbis levarem tiros, terem membros decepados, mas eles só morrem quando atiram em suas cabeças.
Chris Leben é uma máquina de levar pancadas. Apanha, apanha e apanha e continua indo para a frente. Com a força necessária para definir a luta a qualquer momento. Apenas duas pessoas passaram por Chris Leben alheias a esta sua potência, são elas: Anderson Silva e Brian Stann. Que o nocautearam como se ele fosse um amador.
Anderson Silva tem uma vantagem natural contra qualquer ser humano que caminha sobre este planeta, então ele não conta. Mas Brian Stann tem C4 em seus punhos. Me enche os olhos uma luta entre ele e Vitor Belfort. Mas como o assunto aqui é o UFC 138, não vou divagar.
Mark Muñoz lutou de igual com Leben. Trocaram socos, mas Mark foi inteligente, botou Chris Leben para baixo. Mas Mark não passou incólume pelos socos do adversário. Chegou a balançar mas seguiu em frente. Dominou a luta, acertou um belo soco em Leben no chão, e começou a definir a luta a partir daí. Leben passou a sangrar em seu supercílio e a luta acabou por interrupção médica ao final do round 2.
Mark Munoz é um lutador interessante, mas em minha opinião, está longe de ser um top 5 da categoria. Uma luta sua com Anderson Silva seria algo extremamente previsível. E no MMA, não queremos o previsível.
Na segunda luta da noite, um belo duelo entre Renan Barão e o inglês Brad "One Punch" Picket.
A luta começou quente. O couro comeu para os dois lados. Quando a poeira baixou, o inglês passou a buscar o nocaute, enquanto Barão passou a ser mais estratégico. Os socos continuaram fluindo, Renan tentou por algumas vezes levar o inglês para o chão. Aos quatro minutos do round 1, Renan acertou uma bela joelhada no queixo de Brad Picket, que balançou e caiu. Renan acertou uma bela combinação de socos no inglês até o momento em que o árbitro parou a luta.
Renan Barão ascende em sua busca pelo cinturão dos galos. Quem sabe em breve o veremos enfrentar Dominick Cruz.
Dedé Pederneiras novamente mostra porque a Nova União é uma das mais promissoras equipes no MMA mundial.
Na luta anterior, Thiago Alves contra Papy Abedi.
Para ser sincero, achei que Thiago Alves iria perder para Abedi. Desde que perdeu para Georges St. Pierre, ele passou a canibalizar suas maiores qualidades. Dono de chutes e joelhadas devastadoras, parou de chutar e dar joelhadas. Com um bom jiu-jitsu, pouco fez para se defender quando foi colocado para baixo. Vimos isto em suas lutas contra Rick Story e sua segunda peleja contra Jon Fitch.
Entre estas duas lutas, venceu de forma pouco expressiva o lutador Jon Howard.
Em sua luta contra Papy Abedi, lampejos do antigo Thiago. Poucos chutes, mas eles vieram. Um estilo de luta mais inteligente e agressivo que lembrou o antigo Pit Bull.
Trocar socos de igual para igual com Thiago não é uma decisão inteligente. Abedi caiu no primeiro round.
Thiago ainda pode voltar a trilhar o caminho do cinturão, mas terá que voltar a ser o antigo Thiago: um lutador completo e não um simples boxeador. Suas performances contra Matt Hughes e Josh Koscheck nos remetem aos tempos áureos do lutador.
Thiago também precisa aprender a não ser derrubado com tamanha facilidade. Defender-se do wrestling dos americanos é algo vital para seu jogo.
O UFC 138 foi um evento que agradou!
UFC 137 - Penn x Diaz
Para começar esse post, vou pular o fato de GSP ter se lesionado. Francamente, gosto do GSP, o considero um lutador pouco talentoso, mas muito esforçado. Assisto sua luta, mas com certeza existem lutadores no UFC que "enchem os olhos" muito mais! Um exemplo disto são BJ Penn e Nick Diaz!
Se Nick Diaz e BJ Penn se enfrentassem cem vezes, cem vezes eu apostaria em BJ Penn. BJ Penn, como seu próprio apelido diz, é um "Fenômeno". Se pesquisássemos as 10 melhores lutas do UFC, certamente três de suas lutas, no mínimo, estariam lá. BJ travou combates incríveis contra Matt Hughes, Georges St Pierre, Jens Pulver, Caol Uno, Joe Stevenson, Sean Sherk, Diego Sanchez, dentre outros. Estou levando em conta apenas os UFCs.
Nick Diaz é um lutador que após sua saida do UFC, só cresceu. Passou pelo EliteXC, Pride, Strikeforce, quando voltou para o UFC. Com um coração de leão e muita marra, Nick Diaz nos entreteve contra Diego Sanchez, Gleison Tibau, Takanori Gomi, as duas lutas contra KJ Noons, Evangelista Cybor e finalmente, Paul Daley.
Dentre todos esses, apesar de suas qualidades, não dá pra compará-los com BJ Penn. Considero BJ Penn um boxeador mais técnico que Nick Diaz. Ambos têm queixos duríssimos e corações de leão.
Nick Diaz é um lutador buscando provar que é o melhor. BJ já provou muitas vezes porque é um dos melhores. Talvez por isso BJ Penn hoje chegue com o tanque furado em algumas lutas, ou rapidamente se desinteresse por elas.
Pode parecer tietagem, mas se Frankie Edgar lutasse mil vezes com um BJ Penn motivado, ele seria nocauteado as mil.
BJ certamente se interessou desde o início por sua luta contra Diaz, até antes, quando seu adversário era Carlos Condit. Aquela encarada na pesagem seria uma coisa que outro lutador não faria. Encontrar um BJ Penn motivado não é uma coisa que todos querem.
Eis que a luta começou. Foi um belíssimo primeiro round. Socos para os dois lados, mas BJ estava acertando melhores golpes e esquivando melhor dos golpes de Diaz. No intervalo, viamos BJ preocupado olhando para si no telão. Naquele momento vi que algo estava errado.
No segundo round, domínio total de Nick Diaz sobre um BJ Penn que parecia não querer socar, mas apenas lutava sem muita vontade para esquivar dos golpes de Diaz. Para a infelicidade de BJ Penn, seu queixo e suas pernas insistiram em resistir enquanto sua mente estava no Havaí. No intervalo, BJ olhava assustado para seu rosto no telão.
No terceiro round, o que parecia ser um novo massacre de Nick Diaz, mudou a partir do segundo minuto. BJ teve um lampejo de bravura e partiu para cima, buscando definir a luta. BJ se esqueceu que Nick Diaz também aguenta porrada.
Na decisão, Nick Diaz venceu BJ Penn, como era esperado. E BJ anunciou sua aposentadoria, dizendo que tinha uma bebê em casa, e como ele chegaria daquela maneira para vê-la. A partir daquele momento, para mim, aquele comportamento passou a fazer sentido.
Se esta realmente for a decisão de BJ, ficarei triste, mas prefiro lembrar-me de seus combates épicos a vê-lo em queda livre nos meio-médios do UFC.
Enquanto isto, Nick Diaz enfrentará GSP pelo cinturão da categoria. E GSP fará aquele arroz-com-feijão de sempre. Colocará Diaz para baixo, aplicará um pouco do seu ground 'n pound, controlará no jiu-jitsu, e continuará com seu cinturão. GSP não seria louco de lutar boxe contra Diaz.
Se Nick Diaz e BJ Penn se enfrentassem cem vezes, cem vezes eu apostaria em BJ Penn. BJ Penn, como seu próprio apelido diz, é um "Fenômeno". Se pesquisássemos as 10 melhores lutas do UFC, certamente três de suas lutas, no mínimo, estariam lá. BJ travou combates incríveis contra Matt Hughes, Georges St Pierre, Jens Pulver, Caol Uno, Joe Stevenson, Sean Sherk, Diego Sanchez, dentre outros. Estou levando em conta apenas os UFCs.
Nick Diaz é um lutador que após sua saida do UFC, só cresceu. Passou pelo EliteXC, Pride, Strikeforce, quando voltou para o UFC. Com um coração de leão e muita marra, Nick Diaz nos entreteve contra Diego Sanchez, Gleison Tibau, Takanori Gomi, as duas lutas contra KJ Noons, Evangelista Cybor e finalmente, Paul Daley.
Dentre todos esses, apesar de suas qualidades, não dá pra compará-los com BJ Penn. Considero BJ Penn um boxeador mais técnico que Nick Diaz. Ambos têm queixos duríssimos e corações de leão.
Nick Diaz é um lutador buscando provar que é o melhor. BJ já provou muitas vezes porque é um dos melhores. Talvez por isso BJ Penn hoje chegue com o tanque furado em algumas lutas, ou rapidamente se desinteresse por elas.
Pode parecer tietagem, mas se Frankie Edgar lutasse mil vezes com um BJ Penn motivado, ele seria nocauteado as mil.
BJ certamente se interessou desde o início por sua luta contra Diaz, até antes, quando seu adversário era Carlos Condit. Aquela encarada na pesagem seria uma coisa que outro lutador não faria. Encontrar um BJ Penn motivado não é uma coisa que todos querem.
Eis que a luta começou. Foi um belíssimo primeiro round. Socos para os dois lados, mas BJ estava acertando melhores golpes e esquivando melhor dos golpes de Diaz. No intervalo, viamos BJ preocupado olhando para si no telão. Naquele momento vi que algo estava errado.
No segundo round, domínio total de Nick Diaz sobre um BJ Penn que parecia não querer socar, mas apenas lutava sem muita vontade para esquivar dos golpes de Diaz. Para a infelicidade de BJ Penn, seu queixo e suas pernas insistiram em resistir enquanto sua mente estava no Havaí. No intervalo, BJ olhava assustado para seu rosto no telão.
No terceiro round, o que parecia ser um novo massacre de Nick Diaz, mudou a partir do segundo minuto. BJ teve um lampejo de bravura e partiu para cima, buscando definir a luta. BJ se esqueceu que Nick Diaz também aguenta porrada.
Na decisão, Nick Diaz venceu BJ Penn, como era esperado. E BJ anunciou sua aposentadoria, dizendo que tinha uma bebê em casa, e como ele chegaria daquela maneira para vê-la. A partir daquele momento, para mim, aquele comportamento passou a fazer sentido.
Se esta realmente for a decisão de BJ, ficarei triste, mas prefiro lembrar-me de seus combates épicos a vê-lo em queda livre nos meio-médios do UFC.
Enquanto isto, Nick Diaz enfrentará GSP pelo cinturão da categoria. E GSP fará aquele arroz-com-feijão de sempre. Colocará Diaz para baixo, aplicará um pouco do seu ground 'n pound, controlará no jiu-jitsu, e continuará com seu cinturão. GSP não seria louco de lutar boxe contra Diaz.
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